Foto: Maurício da Rosa Ávila. Herval/RS. julho/2016.
Saudade... Sombra na madrugada. Rendas e sedas claras Perfilam a geada Sobre o espelho do açude. Quero-quero entanguido Nem alerta o movimento Dos que vem a cavalo. Ponchos grandes vestindo auroras Sobre os ombros Dos que acordam antes do sol. Pasto branco. Uma sede de caminho Bebida no bojo da cuia. Cambona perto do fogo. Frio trazendo infinito Para dentro do galpão. Estrelas que invadem os olhos E vêm se aninhar na alma da gente. Se eu pudesse, Seria mesmo horizonte; Seria sempre distância. Noite. Lua nova guardada No embornal do universo. Silêncio Em que só o fogo é que estala. Mistério Onde só meu coração é quem bate.
Publicado
24 de julho de 2023 20 de março de 2026
Lindíssimo poema…
Traduz a emoção do poeta e a gente consegue sentir às estrelas invadindo nossos olhos e se aninhando na gente.
Parabéns, Poeta Maurcio
CurtirCurtido por 1 pessoa
Palavras no lugar para dizer o que gostaríamos de dizer e sentir. Universal!
Obrigada
CurtirCurtido por 1 pessoa