A Coisa

Foto: Maurício da Rosa Ávila. Praia da Pinvest. Tapes/RS. Fevereiro/2021
Há quem veja na Coisa
A que pusemos o nome de Vida
O aleatório.

O acaso regulando ordenadamente
Estações, bichos e gentes
Num compasso onde não há
Quem dê o ritmo.

Eu, por minha conta,
Peguei Deus e a Vida
Um em cada mão;

Fui até o pátio
E despejei-os fora
De tudo que haviam posto neles dentro.

Levei-os de novo para casa
Como dois baldes vazios
Para neles por o que me aprouvesse bem.

Não fiz conta do jogado fora:
Tagarelices sobre eles.

O que importa do balde é a borda
E não que se ponha um nome
Para enchê-los dentro.

18.02.2021

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