Sobre
Foi Manoel de Barros quem senteciou: o poeta passa a vida ocupando-se com sobras. “Raspas e restos me interessam” é um verso marcante da música Maior Abandonado, composta por Cazuza e Frejat (1984). Pra mim a escrita é isto: fazer outra coisa com aquilo que não coube na vida e ficou como resto de realidade.
Maurício da Rosa Ávila. Gaúcho de Santiago, RS. Escrevo poesia, crônica, conto — e às vezes uma coisa que não tem nome certo, que fica no meio do caminho entre as três. Interessa-me o que os outros descartam: o esquecido, o lateral, o que ficou de passagem entre uma chegada e uma partida. Sou formado em Direito, traço um percurso de formação em psicanálise e sou escritor por necessidade.
Este blog nasceu da convicção de que sobra o inusitado. Que sobra aquilo feito de linguagem. Que sobra, afinal, o amor — mesmo depois de tudo.
Livros
Inebriâncias do vazio — Editora Appris, Curitiba, 2022. Poesia. Meu primeiro livro solo. Noventa e quatro páginas onde o vazio não é ausência, mas matéria.
Exílio: idílios de Campo — Casa do Poeta de Santiago, 2023. Poesia gaúcha. Cento e vinte e quatro páginas entre o pampa, a saudade e o exílio de quem pertence a um lugar que existe cada vez menos.
Participo também da coletânea Costurando Vivências (Editora Coralina, Porto Alegre, 2023), com três poemas e um conto.
Aqui você encontra
Poesia, crônica e conto publicados sem periodicidade obrigatória — mas com cuidado. Resenhas de livros que me afetaram. Fotografias minhas, feitas no caminho.
Acredito que a literatura não precisa de pressa. Nem este blog.
Se quiser me encontrar também no Instagram: @oquesobrapoesia